domingo, 3 de junho de 2012

Mar


Pensava-se mundo
Girou, girou e tornou a girar...
Acordou no meio de tudo,
Se descobrindo mar.

domingo, 15 de abril de 2012

Rimas



Dançar já é, em si, uma bela poesia.
Corpos que se cruzam em perfeita harmonia,
Cheios de abraços, de rimas e versos,
Contorcendo-se em pleno universo.
Mistura de letras, de palavras...  e de entonação.
Poesia é valsa, é bolero, é um samba-canção,
E porque não?
Poesia é assim...  É dançar e rimar.
É paixão, emoldurada de emoção.
É um breve lampejo do coração...

sábado, 31 de março de 2012

PESSOA(LMENTE)


"QUANDO olho para mim não me percebo.
Tenho tanto a mania de sentir
Que me extravio às vezes ao sair
Das próprias sensações que eu recebo."
Fernando Pessoa

 "Pessoalmente" tendo a concordar com este Fernando, que tão sabiamente me faz questionar o quanto de mim perde-se em sentimentos e deságua em pensamentos de amor. O quanto ele me faz ser quem sou, um ser dependente, incoerente e apaixonada, simplesmente atordoada por este de tal amor.
Mas viver de amor vale a pena?! __Já cantava um certo poema, já nascia em mim uma dor. Viver de amor vale a pena, o papel e o tinteiro, vale abandonar o mundo inteiro e se entregar a esse ardor.
Viver de amor é pungente. Um milagre que se cria, é viver sem garantia de se ter seu bem querer.
Neste jogo disfarçado, o amor faz seu estrago, faz contente e faz sofrer. Só não deixa a vida quieta, que quietude é bem sem graça, faz de conta que ele passa, pra depois se arrepender. 

segunda-feira, 26 de março de 2012

Como poeta

É na solidão que te inspira
e que demonstra a tua beleza.
A voz de um poeta é a tristeza,
Que canta em versos sua sina.
E Esperando que eles tomem vida. 
E tomem de ti a tinta, 
desbota em tuas lagrimas a sutileza, 
da dor que outrora te mantinha.


quarta-feira, 14 de março de 2012

Poeta


Poeta fere a pele
Rasga o verbo
Toca o coração.
Transita entre palavras,
Como se tudo fosse sentimento,
Metade amor, metade sofrimento.
Poeta é espécie em extinção
Às vezes some, se esconde,
Perde a razão.
Vive cada momento
Com tamanha intensidade
Que pensa ser gente
E se descobre insanidade.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Pra lembrar o que não pude esquecer

Carreguei tantas vidas até aqui
pensamentos e palavras
sentimentos que nem sei mais
se senti.
Trouxe lembranças, rumores de gente,
de amores, senhores de mim.
Trouxe esperança 
vontade de ser, vontade de ouvir,
outra vez partir.
Mas teu ser me impede.
Seguir sem você,
destino nem pode
me deixar longe 
de ti.




terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Pensamento


Penso.
Pensamento corre lento...
atravessa estrada,
corre rua,
chega à praia
mar a dentro.

Cresce.
alcança o céu
ao léu,
pensa sozinho,
se torna ser
e deixo de tê-lo
como meu.





sábado, 17 de setembro de 2011

Partida

Corri a toa,
coração em rebuliço.
Vontade tive, de certo, de partir.
Lembrei-me de ti, do inicio...

E o vento soprava no ouvido
como quem se despede na partida,
dizia da sorte de outrora,
das idas e vindas desta vida.

Dizia da moça bonita, do amor
da paixão e da malícia,
cantava em sussuro o segredo
do homem o rancor e a cobiça.

Contava, nas lágrimas, a história
falava de mim e de ti.
E eu ouvindo calada,
esperando o destino na estrada,
esperando o momento de ir.

domingo, 10 de julho de 2011

O poeta

O poeta perdeu sua alma,
na imensidão das palavras.
E seu poema, se entregou a solidão.
_ Antes partir que viver na ilusão_ pensava.
Que sonhar o sonho do tolo,
que viver deste abandono,
sem Amor, sem companhia.
Nem a noite, nem o dia,
lhe preenche o coração.
Melhor viver de palavras,
onde o sonho não se acaba,
e voa com a imaginação.
Viver no mundo de páginas,
de romance e de canção,
onde cada qual é feliz,
onde eu sou um aprendiz,
e o Amor é a melhor lição.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Caminhos

Faz tempo que a vida deixou-se passar,
lentamente... entre o ontem e o hoje.
Foi-se alegremente a cantarolar, 
Como criança que de algo foge...
E dela não tenho notícia.
O tempo levou-a consigo
Mas como nobre amigo, pra não magoar,
Deixou em minh'alma a lembrança,
Das coisas de infância, do cheiro de mar.

quinta-feira, 16 de junho de 2011





Tenho estado em silencio,
eu e meu coração.
Às vezes é preciso calar a mente 
e deixar o pensamento voar...
Para então, 
e tão somente
recomeçar.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Pontos nos is

Não gosto das afirmações imperativas,
o ponto de exclamação me parece
a primeira vista
demasiado autoritário.
Gosto das reticências
E do pensamento que lhes precede.
Gostos mais ainda da interrogação,
essa sim me acaricia as noites insones.
Nela viajo pelo mundo do  "se",
Se tivesse ido? Se tivesse ficado?
As perguntas, na verdade, se amontoam no meu viver.
Sou um ser de perguntas, não de imposições.
sou um ser de reticências...
Suaves devaneios da linguistica.
E que a gramática me perdoe,
mas ignoro as virgularices alheias,
e se a vida me permite um obsequio
gosto de ter a meu favor,
não o tal do ponto final,
mas os dois pontos pra explicação:
Palavras são só palavras...

terça-feira, 10 de maio de 2011

Insônia

Nas noites de frio, eu
sonho acordada.
Remexo,
reviro,
canto... assobio.
Nada.
O sono não vem,
e não tem ninguém
que me faça esquecer
de ti.
Que me faça seguir,
e parar de querer
você.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Mabon

Eu sou a diferença.
A vida por trás do amor.
Sou canto por trás da dança.
O vento que a árvore balança.
Sou o orvalho que banha a flor.

Eu sou a única.
Senhora de muitas faces.
Sou a lua brilhante no céu.
Sou a doce virgem de véu.
Aquela que ouve tuas preces.

domingo, 10 de abril de 2011

Saudade...

Tenho saudade do deserto...
De um tempo que não é o meu.
Tenho saudade de ti,
das noites insones.
Conversas do mundo inteiro
no nosso quintal.
Tenho saudade das lembranças,
que nem eram minhas,
mas que eram de nós dois...
Tenho saudade da vontade
de estar ao teu lado de novo.
Do querer
ver e ter,
apenas teus olhos nos meus.
Saudade de um tempo
que o tempo não deixa voltar.
De nós,
a sós
no luar...

quarta-feira, 30 de março de 2011

Aurora

Via o mundo pela janela.
A chuva caindo,
As pessoas partindo.
Cores desbotadas,
Nas roupas remendadas,
Do mendigo lá fora.
Assim era o mundo de aurora.

Via a vida de longe.
A luz do sol na grama,
O marrom da terra na lama.
Vestes amassadas,
Na jovem embriagada,
Que resmungava lá fora.
Assim era vida de Aurora

Via o amor pela fresta.
Sob a lua em noite clara,
Nos gestos de afeição rara.
Lábios de um vermelho quente,
Rostos de emoção ardente,
Dos amantes lá fora.
Assim era o amor pra Aurora.


Via tudo pelos seus olhos.
Olhos de moça esquisita,
Que pouco sabe da vida,
Mas tudo entende de gente.
Espera um dia, contente,
O momento de ir-se embora.
Assim era o mundo de Aurora.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Em preto e branco

Ser preto, ser branco!
Sê preto ou Sê branco?
Pra quê?
Quero mesmo é ser
Colorido.
Ser azul pela manhã,
Que azul é cor de céu.
Ser amarelo ao meio dia.
Cor de sol a pino.
Ser laranja à tardinha,
Que laranja é a cor
Da sabedoria.
E a noite ser...?
A noite tem cor de quê?!
Tem cor de travesseiro arrumado,
Cor de beijo roubado,
Cor de dança lentinha, gostosa.
Tem cor de olho no olho,
E de suspiro demorado.
A minha noite tem cor de rosa e encarnado...