É circular, a imensidão é circular... E circular também é o tempo. Senhor de brincadeiras eternas. Faz-nos dar voltas e quando menos esperamos, estamos de volta ao inicio. No circulo é assim, tudo sempre retorna. A vida se repete, de quando em quando, e nos presenteia com inesperados reencontros.
Foi assim com a dança, um reencontro com o passado. Um passado tão longínquo e esquecido, que nem o tempo pôde esconder. Um reencontro com lugares e pessoas, com o divino e comigo mesma, um reencontro de uma velha alma com outra.
Uma velha alma, com olhos antigos, repletos de saber, imersos do conhecimento colhido através de tantas vidas partilhadas. Uma velha alma que eu não esperava mais reencontrar. Partilhamos tantas vidas juntos, idas e vindas no tempo, numa ciranda eterna...
Dividimos caminhos, aprendemos com cada reencontro, esquecemos em cada desencarne e tornamos a lembrar. Como se fosse uma brincadeira de roda, onde passado e presente se misturam, onde o que fomos e o que somos não têm importância, pois o tempo, Chronos, não nos deixar esquecer que tudo na vida é circular...