Corri a toa,
coração em rebuliço.
Vontade tive, de certo, de partir.
Lembrei-me de ti, do inicio...
E o vento soprava no ouvido
como quem se despede na partida,
dizia da sorte de outrora,
das idas e vindas desta vida.
Dizia da moça bonita, do amor
da paixão e da malícia,
cantava em sussuro o segredo
do homem o rancor e a cobiça.
Contava, nas lágrimas, a história
falava de mim e de ti.
E eu ouvindo calada,
esperando o destino na estrada,
esperando o momento de ir.
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