Via o mundo pela janela.
A chuva caindo,
As pessoas partindo.
Cores desbotadas,
Nas roupas remendadas,
Do mendigo lá fora.
Assim era o mundo de aurora.
Via a vida de longe.
A luz do sol na grama,
O marrom da terra na lama.
Vestes amassadas,
Na jovem embriagada,
Que resmungava lá fora.
Assim era vida de Aurora
Via o amor pela fresta.
Sob a lua em noite clara,
Nos gestos de afeição rara.
Lábios de um vermelho quente,
Rostos de emoção ardente,
Dos amantes lá fora.
Assim era o amor pra Aurora.
Via tudo pelos seus olhos.
Olhos de moça esquisita,
Que pouco sabe da vida,
Mas tudo entende de gente.
Espera um dia, contente,
O momento de ir-se embora.
Assim era o mundo de Aurora.