Não gosto das afirmações imperativas,
o ponto de exclamação me parece
a primeira vista
demasiado autoritário.
Gosto das reticências
E do pensamento que lhes precede.
Gostos mais ainda da interrogação,
essa sim me acaricia as noites insones.
Nela viajo pelo mundo do "se",
Se tivesse ido? Se tivesse ficado?
As perguntas, na verdade, se amontoam no meu viver.
Sou um ser de perguntas, não de imposições.
sou um ser de reticências...
Suaves devaneios da linguistica.
E que a gramática me perdoe,
mas ignoro as virgularices alheias,
e se a vida me permite um obsequio
gosto de ter a meu favor,
não o tal do ponto final,
mas os dois pontos pra explicação:
Palavras são só palavras...
segunda-feira, 16 de maio de 2011
terça-feira, 10 de maio de 2011
Insônia
Nas noites de frio, eu
sonho acordada.
Remexo,
reviro,
canto... assobio.
Nada.
O sono não vem,
e não tem ninguém
que me faça esquecer
de ti.
Que me faça seguir,
e parar de querer
você.
sonho acordada.
Remexo,
reviro,
canto... assobio.
Nada.
O sono não vem,
e não tem ninguém
que me faça esquecer
de ti.
Que me faça seguir,
e parar de querer
você.
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Mabon
Eu sou a diferença.
A vida por trás do amor.
Sou canto por trás da dança.
O vento que a árvore balança.
Sou o orvalho que banha a flor.
Eu sou a única.
Senhora de muitas faces.
Sou a lua brilhante no céu.
Sou a doce virgem de véu.
Aquela que ouve tuas preces.
A vida por trás do amor.
Sou canto por trás da dança.
O vento que a árvore balança.
Sou o orvalho que banha a flor.
Eu sou a única.
Senhora de muitas faces.
Sou a lua brilhante no céu.
Sou a doce virgem de véu.
Aquela que ouve tuas preces.
domingo, 10 de abril de 2011
Saudade...
Tenho saudade do deserto...
De um tempo que não é o meu.
Tenho saudade de ti,
das noites insones.
Conversas do mundo inteiro
no nosso quintal.
Tenho saudade das lembranças,
que nem eram minhas,
mas que eram de nós dois...
Tenho saudade da vontade
de estar ao teu lado de novo.
Do querer
ver e ter,
apenas teus olhos nos meus.
Saudade de um tempo
que o tempo não deixa voltar.
De nós,
a sós
no luar...
De um tempo que não é o meu.
Tenho saudade de ti,
das noites insones.
Conversas do mundo inteiro
no nosso quintal.
Tenho saudade das lembranças,
que nem eram minhas,
mas que eram de nós dois...
Tenho saudade da vontade
de estar ao teu lado de novo.
Do querer
ver e ter,
apenas teus olhos nos meus.
Saudade de um tempo
que o tempo não deixa voltar.
De nós,
a sós
no luar...
quarta-feira, 30 de março de 2011
Aurora
Via o mundo pela janela.
A chuva caindo,
As pessoas partindo.
Cores desbotadas,
Nas roupas remendadas,
Do mendigo lá fora.
Assim era o mundo de aurora.
Via a vida de longe.
A luz do sol na grama,
O marrom da terra na lama.
Vestes amassadas,
Na jovem embriagada,
Que resmungava lá fora.
Assim era vida de Aurora
Via o amor pela fresta.
Sob a lua em noite clara,
Nos gestos de afeição rara.
Lábios de um vermelho quente,
Rostos de emoção ardente,
Dos amantes lá fora.
Assim era o amor pra Aurora.
Via tudo pelos seus olhos.
Olhos de moça esquisita,
Que pouco sabe da vida,
Mas tudo entende de gente.
Espera um dia, contente,
O momento de ir-se embora.
Assim era o mundo de Aurora.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Em preto e branco
Ser preto, ser branco!
Sê preto ou Sê branco?
Pra quê?
Quero mesmo é ser
Colorido.
Ser azul pela manhã,
Que azul é cor de céu.
Ser amarelo ao meio dia.
Cor de sol a pino.
Ser laranja à tardinha,
Que laranja é a cor
Da sabedoria.
E a noite ser...?
A noite tem cor de quê?!
Tem cor de travesseiro arrumado,
Cor de beijo roubado,
Cor de dança lentinha, gostosa.
Tem cor de olho no olho,
E de suspiro demorado.
A minha noite tem cor de rosa e encarnado...
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