Tenho saudade do deserto...
De um tempo que não é o meu.
Tenho saudade de ti,
das noites insones.
Conversas do mundo inteiro
no nosso quintal.
Tenho saudade das lembranças,
que nem eram minhas,
mas que eram de nós dois...
Tenho saudade da vontade
de estar ao teu lado de novo.
Do querer
ver e ter,
apenas teus olhos nos meus.
Saudade de um tempo
que o tempo não deixa voltar.
De nós,
a sós
no luar...
domingo, 10 de abril de 2011
quarta-feira, 30 de março de 2011
Aurora
Via o mundo pela janela.
A chuva caindo,
As pessoas partindo.
Cores desbotadas,
Nas roupas remendadas,
Do mendigo lá fora.
Assim era o mundo de aurora.
Via a vida de longe.
A luz do sol na grama,
O marrom da terra na lama.
Vestes amassadas,
Na jovem embriagada,
Que resmungava lá fora.
Assim era vida de Aurora
Via o amor pela fresta.
Sob a lua em noite clara,
Nos gestos de afeição rara.
Lábios de um vermelho quente,
Rostos de emoção ardente,
Dos amantes lá fora.
Assim era o amor pra Aurora.
Via tudo pelos seus olhos.
Olhos de moça esquisita,
Que pouco sabe da vida,
Mas tudo entende de gente.
Espera um dia, contente,
O momento de ir-se embora.
Assim era o mundo de Aurora.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Em preto e branco
Ser preto, ser branco!
Sê preto ou Sê branco?
Pra quê?
Quero mesmo é ser
Colorido.
Ser azul pela manhã,
Que azul é cor de céu.
Ser amarelo ao meio dia.
Cor de sol a pino.
Ser laranja à tardinha,
Que laranja é a cor
Da sabedoria.
E a noite ser...?
A noite tem cor de quê?!
Tem cor de travesseiro arrumado,
Cor de beijo roubado,
Cor de dança lentinha, gostosa.
Tem cor de olho no olho,
E de suspiro demorado.
A minha noite tem cor de rosa e encarnado...
sexta-feira, 25 de março de 2011
Verso
Gostaria de um verso só...
Um verso de paixão,
de calar o coração.
Um verso de brotar o dia,
de acordar a noite fria.
Um verso de fazer estremecer a pele,
suar a nuca,
de deixar maluca,
assim sem querer.
Um verso sussurrado no ouvido,
um silencioso estribilho,
que me faça enlouquecer...
Um verso atônito de amor,
de olhos cerrados,
revelando seu pudor.
Um verso ou dois...
pra me deixar dormente
o sorriso, o corpo, a mente.
Um verso só amor...
Um verso de paixão,
de calar o coração.
Um verso de brotar o dia,
de acordar a noite fria.
Um verso de fazer estremecer a pele,
suar a nuca,
de deixar maluca,
assim sem querer.
Um verso sussurrado no ouvido,
um silencioso estribilho,
que me faça enlouquecer...
Um verso atônito de amor,
de olhos cerrados,
revelando seu pudor.
Um verso ou dois...
pra me deixar dormente
o sorriso, o corpo, a mente.
Um verso só amor...
domingo, 27 de fevereiro de 2011
Às vezes a vida dá um nó.
A garganta cala,
A alma vaga,
com vontade de estar só...
domingo, 20 de fevereiro de 2011
"Na terra em que o mar não bate,
não bate o meu coração.
O mar onde o céu flutua,
onde morre o sol e a lua.
E acaba o caminho do chão. "
Caetano Veloso
Onde bate o meu coração?
Coração vagabundo,
entediado dos rumores do mundo
sempre buscando o movimento,
intenso,
do amor.
Coração que se despede,
que muda, reluta e, finalmente
se perde sem perceber...
Coração que nada teme
a não ser a si próprio.
É esse coração
temerário,
quase sempre
solitário
que eu tenho
que entender...
não bate o meu coração.
O mar onde o céu flutua,
onde morre o sol e a lua.
E acaba o caminho do chão. "
Caetano Veloso
Onde bate o meu coração?
Coração vagabundo,
entediado dos rumores do mundo
sempre buscando o movimento,
intenso,
do amor.
Coração que se despede,
que muda, reluta e, finalmente
se perde sem perceber...
Coração que nada teme
a não ser a si próprio.
É esse coração
temerário,
quase sempre
solitário
que eu tenho
que entender...
sábado, 19 de fevereiro de 2011
O acaso
O acaso vai me proteger,
enquanto eu andar distraido...
O acaso não escuta as preces
feitas no silencio da noite,
no esconderijo do coração.
O acaso é lugar de todos,
é caminho em via publica,
nada esconde na imensidão.
O acaso chega de mansinho
doce e sedutor... escondidinho,
pega a gente de surpresa.
E de surpresa encontra a porta aberta,
a mente quieta, à esperar.
O acaso é distraido,
esquece o teu pedido,
só pra te ver chorar.
Mas ele esquece também,
que na busca do que queria
bem que você podia
deixar o acaso pra lá...
enquanto eu andar distraido...
feitas no silencio da noite,
no esconderijo do coração.
O acaso é lugar de todos,
é caminho em via publica,
nada esconde na imensidão.
O acaso chega de mansinho
doce e sedutor... escondidinho,
pega a gente de surpresa.
E de surpresa encontra a porta aberta,
a mente quieta, à esperar.
O acaso é distraido,
esquece o teu pedido,
só pra te ver chorar.
Mas ele esquece também,
que na busca do que queria
bem que você podia
deixar o acaso pra lá...
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