sexta-feira, 25 de março de 2011

Verso

Gostaria de um verso só...
Um verso de paixão,
de calar o coração.
Um verso de brotar o dia,
de acordar a noite fria.
Um verso de fazer estremecer a pele, 
suar a nuca, 
de deixar maluca,
assim sem querer.
Um verso sussurrado no ouvido,
um silencioso estribilho,
que me faça enlouquecer...
Um verso atônito de amor,
de olhos cerrados, 
revelando seu pudor.
Um verso ou dois...
pra me deixar dormente
o sorriso, o corpo, a mente.
Um verso só amor...

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Às vezes a vida dá um nó.


A garganta cala,

A alma vaga, 

com vontade de estar só...


domingo, 20 de fevereiro de 2011

"Na terra em que o mar não bate, 
não bate o meu coração. 
O mar onde o céu flutua, 
onde morre o sol e a lua. 
E acaba o caminho do chão. "


Caetano Veloso


Onde bate o meu coração?
Coração vagabundo,
entediado dos rumores do mundo
sempre buscando o movimento,
intenso,
do amor.
Coração que se despede,
que muda, reluta e, finalmente 
se perde sem perceber...
Coração que nada teme
a não ser a si próprio.
É esse coração 
temerário, 
quase sempre 
solitário
que eu tenho 
que entender...

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O acaso

O acaso vai me proteger, 
enquanto eu andar distraido...

O acaso não escuta as preces
feitas no silencio da noite, 
no esconderijo do coração.


O acaso é lugar de todos, 
é caminho em via publica,
nada esconde na imensidão.


O acaso chega de mansinho
doce e sedutor...  escondidinho,
pega a gente de surpresa.
E de surpresa encontra a porta aberta,
a mente quieta, à esperar.


O acaso é distraido,
esquece o teu pedido,
só pra te ver chorar.


Mas ele esquece também,
que na busca do que queria
bem que você podia 
deixar o acaso pra lá...

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Um sorriso teu

Adoro teu sorriso de lunático.
De quem sabe bem o que não quer,
De fazer enlouquecer...
Esse teu sorriso enigmático,
Tal qual Dalí...
Aqui em mim faz um estrago.
É fato, que esse sorriso é problemático.
Cheio de intrigas entre nós,
Quando a sós tento calá-lo,
Num beijo fugaz.
Mas, atrás deste teu sorriso,
Reina silencioso e proibido,
Toda vontade de se entregar.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Bailarina

Bailarina.
Seu corpo levita no ar,
Rodopia e cai.
Parece voar...

Braços longos,
Em suaves movimentos.
Desenhando arabesques,
Parece brincar com o tempo.

E o corpo dando voltas,
Girando louco no espaço.
Braços, pernas e pés...
Sua saia de tule e laço.

Brinca de ser perfeita,
Em sua doce leveza.
Seu espírito voa,
Imerso em dor e beleza.